Migração de Desktop windows para linux, uma realidade?
domingo, 31 de agosto de 2008Em recente nota feita no br-linux sobre postagem feita no blog linuxhall o autor fala sobre a migração do windows/linux.
Achei o tópico muito bom, ao ponto de querer debatê-lo e expor a visão de alguém que se julga qualificado a falar do assunto, por estar inserido no mercado, investindo na migração de windows para linux:
Se sua placa de rede não funciona na sua distro, terá que compilar uma única vez.
Usuário final não compila software. usuário final não abre o terminal. Usuário final é final mesmo
Achar que é muito mais fácil instalar um programa no Windows: tive que instalar o Photoshop seis vezes no meu computador. Isso porque ele foi formatado já seis vezes. Para alguns é pouco para outros é muito, mas a questão é que você terá que instalar todos os seus programas novamente. No Ubuntu que eu tinha, não precisei instalar nada, ele já vinha completo para as minhas necessidades
Instalar programas no windows é mais fácil por 2 motivos: As pessoas usam o sistema NNF (Next, Next, Finish) desde a época do windows 95, logo, a coisa é mecânica e totalmente automatizada.
Não tenho dúvidas que se as pessoas aprendessem a usar o apt-get elas iriam achar o windows extremamente difícil de instalar algo.
O segundo detalhe é que ainda padecemos dos problemas de dependências: Um sistema linux foi pensado de modo que o prório sistema tenha que ser responsável por bibliotecas compartilhadas, como a glibc e tantas outras, diferente do windows, onde você encontra uma msvbvm50.dll em dezenas de diretórios.
Infelizmente esta otimização tende a assustar um usuario leigo. Aliás, abrir o terminal asusta o leigo.
Não tem versão para Linux do software eu uso: pode até não ter o software que você usa no Windows numa versão pra Linux. Mas você terá dezenas de opções com as mesmas funções ou até com mais funções. Como por exemplo, o MS Office, pode ser substituído facilmente pelo BrOffice.org sem nenhuma dificuldade. O Internet Explorer nem se fala, pois o Firefox está crescendo muito mais que seu concorrente. Sem falar de vários outros softwares iguaizinhos às suas “versões Windows”, que nunca te deixarão na mão. Sem falar que é simplesmente raro precisar formatar um desktop com Linux. Você poderá usar sua versão antiga a vida toda que nunca lhe trará problemas.
Neste ponto eu tenho que discordar concordando (ou concordar discordando, ainda não sei): Como eu postei no meu artigo sobre Os técnicos de informática e a pirataria, por mais que oOs técnicos de informática e a pirataria, por mais que o ODF seja norma ABNT, que seja o formato de documento oficial do Brasil, que todo o universo open source conspire ao seu favor, a mentalidade humana se encontra em estágio avançado de atrofia, ao ponto de fazer as pessoas darem preferência a usar office 97 ao open office mais atualizado.
Existem alguns outros que eu realmente tenho que admitir que o linux ainda precisa trabalhar um pouco para melhorar. Mas nessas horas que sempre temos nosso bom e velho (bota velho nisso) WINE, que após receber um empurrãozinho da google, já se encontra em versão estável.
Quanto a formatar versão antiga, dou total e plena razão, até mesmo pelo fato de geralmente colocarmos o /home em partição separada, facilitando e muito uma futura atualização de versão ou até mesmo de distribuição. Eu mesmo já troquei de distribuição diversas vezes e não perdi (praticamente) nada.
Segurança: todo mundo sabe que não existe vírus para Linux como existem para Windows. Pode perguntar para usuários antigos de Linux sobre isso e ele com certeza te responderão que nunca tiveram um vírus em sua máquina. Outra coisa boa é não precisar de antivírus e nem de antispy.
Meu professor de linux systems, o Wagner, dizia simplesmente que linux é um sistema operacional que nasceu para servidores e agora está conquistando os desktops, enquanto windows nasceu para os desktops e briga no mercado de servidores.
Por esta comparação podemos entender melhor como a segurança no linux é tratada, pois como é um sistema operacional que nasceu para ser servidor, a segurança sempre foi levada muito a sério, desde a forma de logar, de tratar os usuários e de lidar com as permissões.
O linux enquanto desktop encorporou todas essas características, sendo então desde sempre uma plataforma segura para uso residencial.
Essas mesmas características de segurança também fazem com que a criação de vírus para linux seja desinteressante, pois para uma pessoa se infectar não basta apenas ela clicar em um banner, uma foto de putaria ou um e-mail daqueles dizendo “enlarge your penis” e sim uma combinação de falhas, como estar logado com root ou ter permissões suficientes, rodando a versão x.y.z do libssl e por ai vai.
Em linux, por padrão, cada usuário tem seu próprio home, seu próprio chiqueirinho pra fuçar e sujar à vontade, sem interferir no chiqueirinho do outro.
O windows Vista tentou de maneira muito desastrada, trazer ítens de segurança, como aquele efeito de escurecimento de tela com uma mensagem do apocalipse no meio, perguntando se a pessoa quer abrir mesmo um determianado executável ou realizar determinada tarefa, como se as pessoas parassem para ler no que estão clicando. Ora, se as pessoas lessem no que clicam, certamente estariam a usar linux no seu computador de casa.
Aproveitando a deixa do windows Vista, finalmente a microsoft parou de deixar qualquer um sair escrevendo na raiz do sistema. Curioso é q linux faz isso há mais de uma década.
Beleza: no Linux, pode-se mudar tudo. E agora, com essas novas versões ficou mais fácil ainda. Para você que vai entrar para esse mundo, aconselho usar o padrão gráfico chamado de GNOME, pois é muito mais fácil personalizar o GNOME que o KDE, em minha opinião. Mas, a maioria das pessoas acaba nem precisando personalizar o KDE, pois a nova versão é linda.
O linux, por ser open source, é totalmente personalizável, motivo pelo qual tantas distribuições e tantos ambientes gráficos existem.
Isto para um usuário linux é uma maravilha, mas para um usuário windows é confuso.
A microsoft utiliza o mesmo formato de desktop desde o windows 95, sofrendo sua maior variação no windows XP, quando foi possível trabalhar com temas mais elegantes, mas mesmo assim ainda é o mesmo padrão visual para desktops há mais de uma década.
O usuário windows não entende o motivo de tantos window managers: kde, gnome, xfce e por ai vai. Eles foram doutrinados a não ter escolhas.
É neste momento que surgem as alternativas para deixar o linux com cara de windows XP ou windows VISTA, em uma tentativa de fazer as pessoas usarem linux sem se sentirem tão incomodadas pelas diferenças de visual.
Mas ainda sim, caimos na armadilha do tópico Não tem versão para Linux do software eu uso ao tentar um desktop com cara de xp, mas aplicativos com cara de linux, que a grande maioria rejeita por não ser o que eles usam no windows.
Aí voltamos à nossa prancheta de planos, tentando amenizar o problema, deixando os programas mais parecidos com os utilizados no windows e mesmo assim sentindo a recusa do usuário final, pois não estamos lidando com um problema de qualidade de software e sim de mentalidade.
Para futuros programadores: muito melhor criar aplicações para Linux do que para Windows, pois esse mercado não para de crescer e não para de se espalhar. Uma das filosofias indiretas do Linux é: quanto mais programadores bons no Linux, mas ele evoluirá. Claro, pois ficará mais fácil de usar uma distro com novos programas com novas tecnologias.
Programar para windows ou para linux vai depender muito do foco. Eu acredito que o mais interessante, dependendo do que se esteja programando, é criar o aplicativo de maneira que possa ser multiplataforma.
Mas qual a vantagem de se fazer algo que rode em windows e em linux? as pessoas vão ter o que quem segue a filosofia do linux tanto defende: liberdade!
Agora que eu terminei a parte comentada, você, caro leitor, deve estar pensando provavelmente que eu acredito que o linux não vai pegar no desktop pois as pessoas não gostam de linux pelo fato de já estarem gostando de windows.
A verdade é que a nível mundial, linux vai sempre perder para o windows, enquanto, ao meu ver, alguns eventos importantes não acontecerem:
Controle sobre a pirataria - Como eu citei no meu artigo “os tecnicos de informatica e a pirataria”, cidado acima, os usuários não são ainda capazes de identificar as próprias necessidades e optam pelo mais fácil e o mais fácil é aquele software que ele já usa e é de graça, pois a pirataria torna o windows, corel, photoshop e outros, para um usuário final, tão gratuito de se obter quanto linux, ou no máximo R10,00 na uruguaiana ou infocentro.
Fiscalização intensa sobre as empresas - Eu acredito que o linux vai chegar ao desktop da maneira oposta ao windows. Acredito que através do uso do linux no ambiente escolar e empresarial, as pessoas vão ter a chance de dar uma chance ao linux e vão se habituar a ele. Consequentemente ele vai ter mais espaço para ocupar os computadores dentro dos lares.
Mas isto apenas tem como acontecer se a fiscalização for realizada de maneira sufocante para as empresas e escolas, forçando-as a rever seus conceitos ou arcar com os altíssimos custos de propriedade de sotware.
Acesso à informação - O brasileiro ainda não possui acesso à informação da maneira que merece e quanto menos acesso à informação, menor conhecimento as pessoas possuem de que o mundo não se resume a Microsoft, nem a windows, nem às grandes empresas monopolistas do ramo da informática. Acredito que com acesso de qualidade o brasileiro pode descobrir que ele pode ter escolhas e escolhas que além de possuirem uma filosofia de liberdade, possui uma comunidade que trabalha para tornar o linux cada vez mais acessível ao usuário final.
Antes das considerações finais, gostaria muito de elogiar o nosso ministro de ciência e tecnologia, Roberto Amaral, por sua defesa ao software livre. Acredito que tendo gente no topo que entenda do assunto, o linux no Brasil poderá dar saltos ainda maiores.
Para finalizar, acredito no software livre como alternativa viável. Mas existe uma batalha muito acirrada pela frente, contra o monopólio, pois a microsoft não monopolizou o software: A microsoft monopolizou a maneira com que as pessoas pensam e encaram seus softwares como as únicas coisas que o mercado utiliza. Mas com muito esforço e uma boa política de repreensão à pirataria, chegamos lá.
Abraços.






Migrao de Desktop windows para linux, uma realidade?... Uma profunda anlise
domelhor.net | domingo, 31 de agosto de 2008Migrao de Desktop windows para linux, uma realidade?…
Uma profunda anlise sobre os fatores que tornam a migrao de usurios do windows para linux to difcil.
Exponho fatores como pirataria, dificuldade de as pessoas assimilarem novos conceitos e a resistencia que o software livre encontra no cenario mundial…
Muito obrigado por discutir meu post, que, para mim ainda
Wyliam | domingo, 31 de agosto de 2008Muito obrigado por discutir meu post, que, para mim ainda não está completo. Esqueci de várias coisas importantes como o WINE e o monopólio de algumas empresas no Brasil, que o seu post acabou completando. Acho que o Brasil e o mundo são vão saber o que é linux, quando alguem “avisá-los” que não existe só Windows no planeta. Isso é o que eu tento fazer todos os dias, com alguns casos de sucesso e outros de fracasso. Abraço.
[...] tenho dúvidas da estabilidade e segurança que o Linux
Migrando do Windows para o Linux no desktop pt. II « LinuxHall | domingo, 31 de agosto de 2008[...] tenho dúvidas da estabilidade e segurança que o Linux traz ao usuário final. Como foi dito no Blog de Linux, o sistema do pingüim é um sistema operacional que nasceu para servidores e agora está [...]
Na minha opinião, os usuarios caseiros, tem mais dificuldades de
Dito | domingo, 31 de agosto de 2008Na minha opinião, os usuarios caseiros, tem mais dificuldades de migrar para o linux, porque acha a coisa complicada, mesmo que um amigo que é fera no linux fale para ele que é bom, ele vai se sentir preso ao windows, pois a mídia joga o windows la em cima, mostrando que é o melhor, que é mais facil, etc…
Agora vendo pelo ponto de vista de um profissional, que ver os dois lados, concerteza a escolha vai ser o linux, por nao te deixar preso a nada, como o linux é totalmente editavel aberto para qualquer alteração, isso facilita a vida de administradores de rede, empresas, servidores remotos, etc…, Outra coisa que prende muito usuarios ao windows são os jogos, que na maioria das vezes so pega no windows, possa ser que eu esteja enganado sobre essa afirmação, mais acho que é isso mesmo. Espero que as pessoas antes de adiquirir algum produto, sistema operacional ou qualquer coisa na vida, vejam sempre os dois lados analisando pontos positivos e negativos, e chegando numa conclusão final.
valeu jefersson belo post.
@Dito - Obrigado pelo comentário. Acredito que o problema é
lordhulk | domingo, 31 de agosto de 2008@Dito - Obrigado pelo comentário. Acredito que o problema é que muitos jogos são feitos exclusivamente para windows pois os fabricantes ainda não apostavam no sucesso hoje tão visível do linux. Jogos como quake por exemplo, possuem sua versão para linux. Existem diversos outros jogos que usam o motor do quake e não possuem equivalente linux.
Quanto a questão de achar difícil, tem uma coisa interessante: minha cunhada se recusou veementemente a utilizar linux pq não queria aprender nada. Enquanto ela falava, meu cunhado mais novo, perguntou se podia usar o computador… ele nunca tinha mexido com linux e clicou no iniciar, internet, navegador. Entrou na internet, jogou os joguinhos flash dele e saiu… Ou seja, ele não tinha a cabeça focada na idéia de que teria que aprender algo novo. Simplesmente ele fez!
Hoje em dia falta ára as pessoas esquecer um pouco o “como fazer” e simplesmente fazer.